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10 de agosto de 2017

Para quem quer ganhar massa magra, ou emagrecer, as bebidas proteicas devem entrar no cardápio

Por Nutricionista Elissa Cunha, Consultora científica e Nutricionista

 


Sabemos que o exercício de resistência aumenta a síntese de proteínas musculares, favorecendo a hipertrofia. 


O aumento, sinergicamente estimulado na síntese de proteínas musculares (anabolismo) e, em menor grau, diminuição na destruição das proteínas musculares (catabolismo), permite um balanço proteico líquido positivo e consequente hipertrofia muscular. O consumo de proteínas após o exercício potencializa ainda mais essa resposta.


Alguns estudos apresentam ainda outros benefícios para essas proteínas além dos ganhos para hipertrofia.


 


PROTEÍNA DO SORO DO LEITE NO CAFÉ DA MANHÃ


Em pessoas com sobrepeso e obesos com diabetes tipo 2, a proteína de soro de leite consumida no café da manhã seria mais eficaz do que outras proteínas como ovos, soja ou atum, para perda de peso, saciedade e redução dos picos de glicose ao longo do dia. Resultados consistentes quanto ao grau de efeito insulinotrópico e resposta glicêmica subsequente, suporta a adição de proteína de soro de leite à dieta para uma resposta glicêmica melhorada em pacientes com hiperglicemia aguda e crônica.


Embora pesquisas ainda sejam necessárias, parece haver um potencial significativo para o uso de proteína de soro de leite como uma medida preventiva em indivíduos que estão em risco de desenvolver DM2.


Os participantes da dieta com consumo de proteínas do soro do leite alegam que ficavam mais saciados e com menos fome durante todo o dia, tendo picos mais baixos de glicose após as refeições em comparação com as outras dietas, e sua HbA1C 9 (um marcador bioquímico para o diabetes) também diminuiu mais do que nos outros grupos.


 


SUPLEMENTAÇÃO COM PROTEÍNA DO LEITE


Vários estudos mostraram também resultados positivos sobre a associação do exercício físico com a suplementação de proteína de soro de leite em idosos evitando perda de massa muscular magra (sarcopenia).


A ingestão de proteínas fracionadas em doses diárias pode ser uma boa estratégia, uma vez que indivíduos mais velhos podem experimentar diminuição do apetite. Portanto, uma estratégia nutricional individualizada deve sempre ser projetada para alcançar com sucesso as necessidades diárias de proteína recomendadas.


Estudos mostram ainda, que o consumo de proteína de soro de leite após o exercício de resistência comparado a uma bebida rica em carboidratos reduz a ingestão de energia subsequente. Embora essa redução no consumo de energia não seja susceptível de prejudicar a provisão de energia necessária para otimizar a hipertrofia muscular, é benéfica para aqueles indivíduos que procuram reduzir a gordura corporal.


 


TEXTURA E SABOR DA BEBIDA DE PROTEÍNA PODEM SER SACIANTES


A maior espessura e cremosidade da bebida de proteína pode ter desempenhado um papel na redução da ingestão de energia. As características sensoriais de uma bebida modificam suas propriedades saciantes e podem influenciar a ingestão de alimentos.


Viscosidade, ou espessura, parecem desempenhar um papel particularmente importante, sobre a saciedade.


Na literatura observou-se diferenças na ingestão de energia entre bebidas com diferentes teores de macronutrientes. As pessoas percebem e avaliam claramente as diferenças entre as bebidas em termos de textura ou sabor.  A qualidade do sabor é um dos principais motores da aceitação pelos consumidores dos produtos alimentares.


O sucesso comercial de um produto alimentar recém-lançado está diretamente ligado ao sabor.


Nos estudos, as bebidas proteicas que eram menos espessas e cremosas, apesar de estarem com mesmo conteúdo nutricional, foram consideradas menos saciantes, resultando em maior ingestão de alimentos nas refeições posteriores em comparação com uma bebida de proteína sensorial-reforçada.


Estes resultados sugerem que as características sensoriais das bebidas são determinantes na saciedade a curto prazo. Os mecanismos exatos pelos quais as características orossensoriais das bebidas influenciam o apetite e a ingestão energética não são claros, embora tais fatores tenham demonstrado provocar um efeito hormonal associado ao controle do apetite.


 


Por


Elissa Amaral da Cunha


Nutricionista CRN1 8397
Especialista/ UNIFESP


Consultora Científica Atlhetica Nutrition


Coach e Practioner PNL


Instagran: elissanutricionista


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