Médicos e nutricionistas participaram de workshops sobre a saúde do intestino e do fígado promovidos pela Atlhetica Nutrition em capitais brasileiras.

Regularmente, a Atlhetica Nutrition reúne profissionais da saúde para apresentar temas de forma científica sobre o setor em que atua pois os suplementos alimentares estão cada vez mais sendo utilizados na área da saúde e bem estar.

Neste mês de março, médicos e nutricionistas lotaram o auditório para participar do workshop “Desintoxicação intestinal e detoxificação hepática”, realizado nas capitais Belém, do Pará; Recife, de Pernambuco e Campo Grande, de Mato Grosso.

As palestras foram apresentadas pelo químico e gerente de demanda da empresa, Marcelo Soares.

O ADS Laboratório Ltda, dono da marca, mantém um centro de pesquisa sobre formulação de novos produtos com o acompanhamento de uma equipe de nutricionistas e médicos. Essas atividades resultam em conhecimento a ser compartilhado com os profissionais da saúde e consumidores.

Além de ouvir o especialista, os médicos e nutricionistas também degustaram vários produtos, inclusive os da linha CLINICAL SERIES, os primeiros rótulos clean label do setor no Brasil.

 

COMO MANTER A SAÚDE DO INTESTINO E DO FÍGADO

Aqui, o químico Marcelo Soares, que elaborou os conteúdos da palestra “Desintoxicação intestinal e detoxificação hepática”, destaca os pontos principais da sua apresentação.

O que é desintoxicação intestinal

Antes de realizar a introdução da intervenção com simbióticos e/ou probióticos isolados, é interessante realizar uma desintoxicação do intestino visando reduzir a quantidade de muco alojado na parede, bem como a eliminação de possíveis colônias indesejáveis e nocivas que estão causando a disbiose para que o ocorra a desinflamação do intestino e o mesmo tenha suas funções metabólicas e hormonais restabelecidas. Como já visto anteriormente, pode-se seguir um cronograma que auxilia no processo de detoxificação intestinal. 

O que é detoxificação hepática

O conceito detoxificação tem sido muito comentado ultimamente, devido à toxicidade de alguns alimentos, e de substâncias tóxicas existentes no ar e na água, que podem gerar danos ao organismo de maneira cumulativa e alterar o processo metabólico normal. A detoxificação consiste na retirada de substâncias tóxicas do organismo que ocorre principalmente pelo intestino e fígado. Essas substâncias são conhecidas como xenobióticos e são encontradas na água, ar e alimentos. Elas são responsáveis por problemas generalizados, desde dificuldade em emagrecer, acne, depressão e infecções. A intoxicação pode ser adquirida de metais tóxicos, chumbo das soldas das latas, canos de cobre, utensílios de cozinha, mercúrio das amálgamas, peixes contaminados, tintas a óleo e cosméticos, materiais de limpeza (formaldeído, tolueno, benzeno), medicamentos, álcool, pesticidas, herbicidas, aditivos alimentares. Infelizmente, arsênico e mercúrio também foram encontrados em ervas chinesas e indianas.

Os hábitos de vida que levam a esses problemas

Os intestinos saudáveis de indivíduos normais são colonizados por uma ampla gama de bactérias de mais de 1000 espécies. Em indivíduos saudáveis, essas bactérias estão em um equilíbrio homeostático entre bactérias comensais e potencialmente patogênicas, e o trato intestinal não exibe supercrescimento de bactérias patogênicas. A microflora proporciona ao hospedeiro a proteção contra micróbios estranhos, atuando como uma linha central de resistência à colonização por estas bactérias exógenas. Essa proteção é conhecida como “efeito barreira” ou resistência à colonização. Através da superfície da mucosa do intestino, a microbiota interage com o sistema imunológico do hospedeiro, proporcionando ao hospedeiro funções reguladoras imunológicas, como priming do sistema imune mucoso.

A microbiota também possui várias funções metabólicas, como lise de carboidratos complexos e geração de ácidos graxos de cadeia curta, que o hospedeiro se beneficia. Surpreendentemente, a microbiota intestinal também é capaz de interagir com órgãos distantes, como o cérebro, o que levou a estudos sobre a influência da microbiota intestinal em transtornos mentais, como o autismo e doenças como Alzheimer. Quando a homeostase bacteriana intestinal é interrompida, ocorre disbiose, que é definida por um desequilíbrio na composição bacteriana, mudanças nas atividades metabólicas bacterianas ou mudanças na distribuição bacteriana dentro do intestino. 

Desequilíbrios no ambiente intestinal podem levar à obesidade

A obesidade é uma doença que está em ascensão em muitos países ao redor do mundo. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em 2014, cerca de 78 milhões de adultos e 12 milhões de crianças são obesas nos Estados Unidos.

A obesidade é uma desordem metabólica envolvendo uma quantidade excessiva de armazenamento de gordura corporal que foi considerada como sendo causada por um desequilíbrio de energia, com baixo gasto de energia e aumento da ingestão calórica. No entanto, evidências recentes sugerem que a obesidade é uma doença mais complicada associada a diversos fatores ainda em estudo, tais como a disbiose intestinal. Semelhante ao IBD, uma certa apresentação da microbiótica parece estar associada ao desenvolvimento da obesidade. Em indivíduos obesos, há uma diminuição geral da diversidade bacteriana nos intestinos.

Os benefícios da desintoxicação intestinal e hepática

As intervenções clássicas incluem compostos tais como a dieta e antibióticos que têm efeitos diretos na homeostase do microbioma do intestino. Alternativamente, pode-se também introduzir bactérias exógenas, direta ou indiretamente, para manipular e alterar a flora bacteriana endógena do intestino. Estes podem vir sob a forma de probióticos, transplante de microbiota fecal e mudanças ambientais na flora bacteriana que criam uma intervenção simbiótica com suas próprias vantagens e desvantagens. Podem ter efeitos profundos no hospedeiro e na comunidade microbiana do intestino, tais como:

1) Facilitação da formação de biofilmes através do aumento da co-agregação microbiana.

2) Produção de bacteriocinas que têm efeitos antimicrobianos seletivos.

3) Estimulação da imunidade do hospedeiro.

4) Melhora da função da barreira intestinal independente das células epiteliais hospedeiras.

As dúvidas mais frequentes dos profissionais de saúde

São em relação à Doença intestinal inflamatória (IBD) que é uma condição inflamatória intestinal que afeta mais de dois milhões de pessoas nos Estados Unidos. Embora a etiologia e a patogênese da IBD ainda sejam amplamente desconhecidas, as interações entéricas desreguladas hospedeiro / microbiano são necessárias para o desenvolvimento de IBD. Até agora, muitos pesquisadores tentaram identificar uma relação precisa entre o IBD e um desequilíbrio da microbiota intestinal, denominada “disbiose”. Apesar dos esforços extensivos, ainda é amplamente desconhecido sobre a interação entre os micróbios, seus hospedeiros e seus ambientes, e se a disbiose é um fator causal ou um efeito da IBD.

Marcelo Soares

Gerente de Demanda – ADS Laboratório Nutricional Ltda

Atlhetica Nutrition

Químico, com extensão em Bioquímica & Metabolismo Aplicado à Obesidade e às Doenças Crônico Degenerativas e Novas abordagens Metabólicas para a Medicina Esportiva
Professor de Pós Graduação em Master em Fisiologia Hormonal Humana 
Membro do Instituto Health Metrix de Educação Médica Continuada
Consultor Nutrologista para diversas empresas do segmento Farmacêutico, Nutricional, Educacional e Ambulatorial.

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